Normativa de ropa

CATEGORIAS DE RISCO EM RELAÇÃO A EPIS (de acordo com o novo regulamento 2016/425)

CAT.I

Inclui os seguintes riscos mínimos: lesões mecânicas superficiais, contacto com materiais de limpeza, de acção fraca ou contacto prolongado com água, contacto com superfícies quentes com temperatura que não seja superior a 50 ºC, lesões oculares causadas pela luz solar, condições atmosféricas que não sejam de natureza extrema.

CAT.II

Inclui riscos diferentes dos listados nas CAT I e III.

CAT.III

Inclui unicamente os riscos que podem ter consequências muito graves, tais como, a morte ou danos irreversíveis para a saúde, em relação ao seguinte: substâncias e misturas perigosas para a saúde, atmosferas desprovidas de oxigénio, agentes biológicos nocivos, radiações ionizantes, ambientes com temperaturas elevadas cujos efeitos sejam comparáveis aos de uma temperatura ambiente de pelo menos 100 ºC, ambientes com temperaturas baixas cujos efeitos sejam comparáveis aos de uma temperatura ambiente de -50 ºC ou temperatura inferior, quedas em altura, descargas elétricas e trabalho em tensão, afogamento, cortes por serras de cadeia manuais, jatos de alta pressão, ferimentos de bala ou arma branca, ruídos nocivos.

EN ISO 13688:2013 - REQUISITOS GERAIS DO VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO

Os requisitos gerais para o vestuário de proteção são especificados na norma EN ISO 13688:2013, que especifica os requisitos gerais de ergonomia, inocuidade, durabilidade, envelhecimento, designação de tamanhos e marcação do vestuário de proteção, bem como as informações a fornecer pelo fabricante. As peças de vestuário devem ser concebidas e fabricadas de modo a proporcionar o máximo de conforto ao utilizador. Os componentes e materiais utilizados não devem provocar danos ao utilizador nem causar alergias, irritações ou lesões. Os tamanhos devem estar de acordo com as medidas do corpo.

EN 14404:2004+A1:2010 - DISPOSITIVOS INDIVIDUAIS DE PROTEÇÃO / Protetores para os joelhos para trabalhos na posição ajoelhada.

Esta norma especifica os requisitos de proteção dos joelhos para uso na posição ajoelhada.

TIPO 1 - Aplicase normalmente diretamente ao joelho.
TIPO 2 - Almofada de joelho independente que é incorporada nas calças com bolso porta-almofada.
Nível de proteção 0: sem proteção.
Nível de proteção 1: piso com pequenas irregularidades.
Nível de proteção 2: piso com grandes irregularidades.

EN 342:2017 - CONJUNTOS E PEÇAS DE PROTEÇÃO CONTRA O FRIO / Temperatura inferior a -5ºC.

Esta norma estabelece como caraterísticas aplicáveis a peças de vestuário para proteção contra ambientes frios que combinam humidade, vento e uma temperatura inferior a a -5 ºC. Os enchimentos e as técnicas de produção especiais tornam a peça muito transpirável e, simultaneamente, quente.

  • Y (B) Icler [m² K/W] isolamento térmico medio num manequim móvel com roupa interior B.
  • AP Classe de permeabilidade ao ar (classe 1 a 3).
  • WP Resistência á penetração da água (opcional, se a peça de roupa não foi testada, será marcado com X).

EN 14058:2017 - PEÇAS PARA PROTEÇÃO CONTRA AMBIENTES FRIOS / de -5 ºC a temperaturas superiores.

Esta norma especifica os requisitos e métodos de teste para o desempenho de peças de vestuário simples para proteção do corpo contra ambientes frios, excluindo requisitos específicos para peças de proteção da cabeça, calçado ou luvas de proteção para evitar ou arrefecimento local.

  • Y Classe de resistência térmica.
  • Y Classe de permeabilidade ao ar.
  • Y ICLER em m² K/W da peça de vestuário com o conjunto Standart R é obrigatório para Rct classe 4. Se é obrigatório para classe 4, é opcional para classes de 1 a 3.
  • WP Opcional, se ensaiada pelo fabricante.
  • Nota Y e/ou WP serão substituídas por um X se a peça de vestuário não foi ensaiada.

EN ISO 11611:2015 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO PARA UTILIZAÇÃO DURANTE A SOLDADURA E PROCESSOS ASSOCIADOS

Esta norma define as características e os requisitos mínimos de segurança das peças de vestuário destinadas a proteger o corpo contra faíscas, salpicos de metal fundido e gotas produzidas por soldadura ou processos associados.

  • CLASSE 1: técnicas de soldadura manual com ligeira formação de salpicos e gotas.
  • CLASSE 2: técnicas de soldadura manual com formação forte de salpicos e gotas.
  • A1 o A2: propagação da chama..
  • A1 procedimento A (ignição superficial).
  • A2 procedimento B (ignição no bordo inferior).
  • A1+A2: ambos os procedimentos.

Na norma EN ISO 11611:2015 é obrigatório que todas as peças de vestuário incorporem pelo menos a propriedade A1 e, portanto, a marcação correta deveria ser A1 ou A1+A2.

EN 1149-5:2008 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO CONTRA CARGAS ELETROSTÁTICAS

Esta norma específica os requisitos do material e da construção das peças de vestuário que dissipem as cargas eletrostáticas, utilizadas como parte de um sistema de retoma total à terra para evitar descargas causadoras de incêndios.

Os requisitos eletrostáticos devem ser verificados após vários ciclos de limpeza, o design da peça de roupa será específico e deve garantir o aterramento.

EN ISO 14116:2015 - REQUISITOS DE LAS PRESTACIONES DE LOS MATERIALES

Esta normativa detalla los requisitos de las prestaciones de los materiales y de las prendas de protección a propagación de llama limitada, con objeto de reducir la posibilidad de que una prenda pueda quemarse, con el consiguiente peligro.

EN ISO 11612:2015 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO-PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS MATERIAIS DE PROPAGAÇÃO DE CHAMA

Esta norma define o desempenho das peças de vestuário estudadas para proteger todo o corpo do calor e das chamas; define os requisitos para peças únicas e conjuntos de 2 peças graças à utilização de materiais "ad hoc" e requisitos específicos de design que garantem um nível de desempenho para cumprimento da norma, sendo regulados por diferentes valores de resistência térmica. O peça de vestuário pode estar em conformidade mesmo sem valores de referência de B a W.

  • A Propagação de chama
  • B Calor convectivo (Classe de 1 a 3)
  • C Calor radiante (Classe de 1 a 4)
  • D Projeções de alumínio fundido (Classe de 1 a 3)
  • E Projeções de ferro fundido (Classe de 1 a 3)
  • F Calor de contato (Classe 1-3)
  • W Resistência à penetração de água
  • Nota: X indica que a peça de vestuário não foi submetida ao teste

EN 343:2019 - PROTEÇÃO CONTRA A CHUVA

Esta norma estabelece as caraterísticas dos materiais e das costuras das peças de vestuário de proteção contra a precipitação (chuva, neve), a névoa e a humidade do solo. As peças de vestuário são concebidas e produzidas com materiais impermeáveis e transpiráveis, com uma atenção especial às costuras, para garantir o máximo de conforto.

  • A Nível de impermeabilidade da peça de vestuário (classe de 1 a 3). (do menos impermeável ao mais impermeável). Tabela 1.
  • B Classe de transpiração da peça de vestuário (classe de 1 a 3). (Do menos transpirável ao mais transpirável). Tabela 2.
  • R Teste de torre de chuva para o vestuário, é opcional.

Requisitos de desempenho:
Resistência à penetração da água (WP) em Pascal (Pa): mede o nível de impermeabilidade da peça de vestuário. Quando submetidos ao teste, em conformidade com o ponto 5.1 da norma EN343, a resistência à penetração da água no material de revestimento externo deve estar em conformidade com o folheto seguinte (dividido em três classes de 1 a 3, da menos impermeável à mais impermeável):

Tabela 1. Resistência à penetração de água WP Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
Antes do pré-tratamento Wp≥8000Pa X X X
Antes do pré-tratamento, costuras x Wp≥8000Pa Wp≥13000Pa Wp≥20000Pa
Costuras antes do pré-tratamento Wp≥8000Pa Wp≥8000Pa Wp≥13000Pa X
Costuras após pré-tratamento por lavagem X X X Wp≥20000Pa

Resistência ao vapor de água (Ret) em Pascal (Pa): mede o nível de transpirabilidade da peça de vestuário. Quando submetidos ao teste, em conformidade com o ponto 5.2 da norma EN343, a resistência ao vapor de água em todas as camadas da peça de vestuário deve estar em conformidade com o folheto seguinte (dividido em três classes de 1 a 3, da menos transpirável à mais transpirável):

Tabela 2. Resistência ao vapor de água. Ret Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4
Resistência ao vapor de água (M PA/W) 40 < R 25 < R ≤ 40 15 < R ≤ 25 ≤> R ≤ 15

* A classe 1 tem um tempo limitado de uso.

EN ISO 20471:2013+A1:2016 - VESTUÁRIO DE ALTA VISIBILIDADE / Método de teste e requisitos.

X: O número ao lado do pictograma indica a classe da peça de acordo com a tabela 1 (classe 1 e 3).

Esta norma internacional especifica os requisitos para o vestuário de proteção destinado a sinalizar visualmente a presença do utilizador para que seja visto em condições perigosas com qualquer tipo de luz diurna e quando é iluminado na escuridão pelos faróis de um automóvel. Cada peça de vestuário de alta visibilidade é certificada tal como indicado na tabela abaixo, de acordo com as áreas mínimas de material de flúor que permite maior visibilidade durante o dia e uma banda refletora de luz artificial (faróis de automóveis) que permite maior visibilidade durante a noite.

Tabela 1. Superfícies mínimas de material de visibilidade em m²

ÁREAS MÍNIMAS DE MATERIAL VISÍVEL Peças de classe 3 Peças de classe 2 Peças de classe 1
Material de fundo 0,80 m² 0,50 m² 0,14 m²
Material retrorrefletor 0,20 m² 0,13 m² 0,10 m²
Material combinado - - 0,20 m²

EN ISO 14325:2018 - RESISTÊNCIA À PERMEABILIDADE CONTRA PRODUTOS QUÍMICOS.

Métodos de teste e classificação do desempenho dos materiais, costuras, uniões e montagens do vestuário de proteção contra produtos químicos. Permite classificar os materiais de acordo com determinadas caraterísticas: nos parágrafos seguintes:

  • 4.4 Resistência à abrasão.
  • 4.7 Resistência ao rasgão trapezoidal.
  • 4.9 Resistência à tração.
  • 4.10 Resistência à perfuração.

* Destacamos estes pontos porque no avental DELTA apenas foram realizados testes relacionados com estes pontos.

EN ISO 13982-1:2004+A1:2010 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO-PROTEÇÃO CONTRA PARTÍCULAS SÓLIDAS

A norma especifica os requisitos mínimos para peças de vestuário de proteção contra produtos químicos resistentes à penetração de partículas sólidas em suspensão no ar (tipo 5).

EN 14126:2003+AC:2004 - REQUISITOS E MÉTODOS DE TESTE PARA VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO CONTRA AGENTES BIOLÓGICOS

>

Vestuário que protege o corpo em locais nos quais a avaliação de risco evidencia a presença e a possibilidade de contacto da pele com agentes biológicos perigosos, tais como, vírus, bactérias, fungos.

EN 1073-2:2002 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO CONTRA CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA

A norma especifica os requisitos e métodos de teste para as peças de vestuário de proteção sem ventilação que protegem contra a contaminação por partículas radioativas. O fator de proteção nominal (100TIL A) é detetado quando TIL A é a perda total de conteúdo interno ou seja, a proporção, em percentagem, entre a concentração das partículas no interior da peça de vestuário e a concentração das partículas no exterior da sala de teste. Com base no valor do mergulhador será classificado de acordo com a indicação da tabela.

Classe Valor médio da perda de conteúdo interno da peça de vestuário em 3 posições e durante toda a atividade (TIL A) Fator de proteção nominal 100/TIL A
3 0,2 500
2 2 50
1 20 5

UNE EN ISO 13998:2004 - AVENTAIS, CALÇAS E COLETES DE PROTEÇÃO CONTRA CORTES E FUROS PRODUZIDOS POR FACAS MANUAIS

A norma especifica os requisitos mínimos para peças de vestuário de proteção a utilizar com facas manuais. São utilizados naqueles tipos de trabalho nos quais uma faca pontiaguda se move na direção do corpo do utilizador.

Nível 1: fornecem algum tipo da proteção para trabalhos leves nos quais não existem movimentos fortes de corte na direção do corpo. (Pictograma a).
Nível 2: são adequados para utilização em matadouros e operações de desossar e nas indústrias de processo nas quais se dirigem diretamente para o corpo. Também em facas de lâminas largas em operações de corte nas quais a ponta da faca possa estar direcionada para o corpo do utilizador. (Pictograma b).

EN 14605:2005+A1: 2009 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO CONTRA PRODUTOS QUÍMICOS LÍQUIDOS

A norma define requisitos para as peças de vestuário contra produtos químicos líquidos projetados sob a forma de um jato (tape 3) ou sob a forma de pulverizador (type 4). Esta norma considera a possibilidade do operador, sobretudo em casos de emergência, entrar em contacto com o contaminante durante tempo prolongado e em quantidade muito superior (teste de permeabilidade).

EN 13034:2005+A1:2009 - VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO PROTEÇÃO CONTRA PRODUTOS QUÍMICOS LÍQUIDOS

Esta norma define o desempenho e os requisitos mínimos de segurança das peças de vestuário estudadas para garantir uma proteção limitada contra agentes químicos líquidos. A1: Resistência à penetração.

clear